Hoje a APEB-Coimbra vem falar de Rosiney.

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No dia 1º de outubro de 2018 chegava a Lisboa catarinense Rosiney Trindade de Oliveira, de 31 anos. A jovem veio ao país lusófono em busca de uma vida estável.
Quando estava em Lisboa como cuidadora de uma senhora de Alzheimer conseguiu uma proposta de emprego em Condeixa-a-Nova, na área de restauração. Seu novo chefe, que a contactou através do Facebook, ofereceu-lhe casa na cidade do distrito de Coimbra, perto e foi buscar-lhe em Lisboa.
Passado um mês no novo trabalho, exatamente em 14 de novembro, Rosiney parou de enviar notícias à família, com a qual mantinha um contato intenso. Segundo relatos de familiares e também de amigos, a jovem costumava se comunicar com frequência para falar da nova vida, do cotidiano no seu trabalho e demonstrava, pelo menos para eles, estar feliz.
Desde este dia que a jovem não é vista nas redes sociais e nem publicamente. Seu número de telemóvel encontra-se sempre desligado. O quarto onde Rosiney está do jeito que ela deixou quando se dirigiu pela última vez ao restaurante Restinova para pedir demissão ao dono do estabelecimento. Este foi quem forneceu essa informação à Polícia de Segurança Pública (PSP), após queixa feita pela amiga Larissa Ventura, no dia 20 de dezembro em Póvoa de Varzim.
No dia 10 de Janeiro as investigações passaram a ser da Polícia Judicial (PJ) de Coimbra e, portanto, de cunho privado. A família de Rosiney está a cada vez mais aflita.
Segundo o jornal Notícias ao Minuto, <<o Comando Metropolitano da PSP do Porto sustentou que não havia “indicação de perigo” e que a “cidadã tinha 31 anos e é idónea”, logo “pode não querer ser encontrada”>>.

A preocupação sobre a situação de Rosy, sua alcunha, não deve vir somente por parte de quem a conhecia. A responsabilidade também é nossa e de todas aquelas pessoas que não cobram às autoridades o tratamento adequado nas investigações do tipo. Qualquer residente em Portugal pode exigir os seus direitos e também os de outras pessoas às autoridades portuguesas. Somos cidadãos livres, que vivem num estado democrático de direito. A APEB-Coimbra vem, em solidariedade à família da desaparecida, apelar para que todos os residentes em Coimbra sejam aqui em Portugal a voz das pessoas próximas de Rosy que estão no Brasil. Temos de não só cobrar à PJ, como colaborar com as investigações.

Qualquer informação que possam obter, por favor contactem diretamente a PJ do Porto no seguinte e-mail: directoria.porto@pj.pt”